O assunto de hoje é: classificação de embriões.

Em 1978 o mundo ficou abismado com o nascimento do primeiro bebê concebido fora do útero da mãe. Nascia Louise Brown, na Inglaterra, através da Fertilização in Vitro, na qual um óvulo era coletado da mãe, fertilizado com o sêmen do marido, e depois o embrião transferido para o útero da mãe. Trabalhava-se em ciclos naturais com apenas um óvulo. No caso de Louise, foram necessárias mais de 20 tentativas para se obter o sucesso. 

A partir de então, passou-se a estimular a ovulação da mulher, retirar vários óvulos, produzir vários embriões e transferir mais de um embrião – aumentando assim o índice de eficácia deste tratamento. 

Surgiu então uma dúvida: 

Qual o melhor embrião a ser transferido? Tendo-se vários embriões, qual transferir?

Foi necessário desenvolver uma classificação de embriões e esta classificação persiste até hoje. A classificação é muito simples até o 3º dia do embrião – quando ele tem de 2 até 10 células. Através do aspecto e das características dessas células os embriões são classificados em A, B, C e D.    

A – O embrião tipo A não tem fragmentações, todas as células, chamadas blastômeros são íntegras, redondinhas ou ligeiramente ovaladas. 

B – O embrião tipo B tem até 10% das células fragmentadas.

C – O embrião tipo C em de 10% a 50% de fragmentações.

D – O embrião tipo D mais de 50% de fragmentações.

Isso quer dizer que o embrião tipo D ele não serve? Não presta? 

Não é bem assim. Se ele tiver um blastômero de boa qualidade, ele pode desenvolver o embrião. Obviamente um embrião que tem 4, 6, 8 blastômeros ou mais, terá uma chance maior de se desenvolver, então ele é preferido para a transferência. Todavia, isso não significa que o “A” vai se implantar com certeza ou que o “D” nunca irá se implantar. 

Antigamente eram transferidos os embriões com 2 ou 3 dias apenas. Com o avanço da tecnologia passamos a cultivar os embriões até 6 dias, porque é no 5o dia que o embrião chega no útero. Então, de uma forma natural, o blastocisto se implantaria melhor.

Hoje nós temos a facilidade de cultivar o embrião até o 4 ou 6 dia em forma de blastocisto. Neste estágio a classificação se torna mais complexa pois este embrião tem centenas de células e já tem uma cavidade em seu interior, uma periferia constituída por células e uma massa celular interna, uma espécie de núcleo que vai desenvolver o bebê. 

Analisando a cavidade, a blastocele embriões são classificados de 1 a 6. Sendo 1 a blastocele menor e o 6 a blastocele maior, com o embrião já saindo da sua cápsula. 

Quanto às células da periferia, chamada trofoectoderma, analisa-se o número de células e as suas características, a sua compactação e regularidade. A Classificação é A, B ou C, sendo A o melhor e C o pior.

Quanto a massa celular interna – que vai realmente desenvolver o bebê a classificação é também A, B e C em função da característica dessas células quanto a número de células, o aspecto regular e a compactação das mesmas. 

Assim existem 3 critérios para avaliar esses embriões em fase de blastocisto. O melhor embrião será classificado como 6AA e o pior embrião como 1CC, com todas as variações que existem entre estas 2 situações. 

É importante lembrar: o embrião perfeito olhos pode não se implantar e o embrião considerado “ruim” ou “feio” pode se implantar e gerar bebês perfeitos. Bastam algumas células normais para que este embrião se desenvolva. 

Alguns casais, na Fertilização in Vitro produzem só embriões perfeitos. Outros produzem a maioria dos embriões com classificação ruim. O mais comum é que se produzam embriões de classificação boa, classificação intermediária e até ruim. Alguns óvulos e alguns embriões não se desenvolvem. Eles param de evoluir dentro do laboratório. 

Procura-se transferir os melhores embriões, seja 1, 2, 3 ou 4 – dependendo da idade da mulher – já na primeira tentativa porque existe uma ansiedade de conseguir a gestação o mais rápido possível. Os embriões excedentes, ou de qualidade inferior, são analisados por mais alguns dias e depois levados ao congelamento para serem usados posteriormente caso a paciente não engravide ou até após o nascimento dos primeiros bebês. 

Outro tópico importante é procurar produzir o máximo possível de embriões perfeitos. Embriões de melhor qualidade possível. E o que se faz para obter-se este resultado?

É neste ponto que destaca-se toda a tecnologia da Fertilização in vitro. Uma boa indução da ovulação, com medicamentos criteriosos, em quantidade razoável e não exagerada, determinar o momento certo para a retirada dos óvulos, retirar os óvulos de uma maneira perfeita, manipular óvulos, espermatozóides, embriões em laboratório e meios de cultivo de maneira criteriosa e analisar todos os momentos do desenvolvimento embrionário. 

Algumas vezes transfere-se os embriões no 2º dia, outras vezes no 3º, 4º, 5º ou até 6º dia dependendo da cada caso. Cada casal vai ter variações em suas técnicas, mas a parte laboratorial é muito criteriosa e não pode ter falhas para que se obtenha bons embriões.

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