A FIV SIMPLIFICADA raramente utiliza os inibidores da ovulação. A quantidade de medicamentos necessária é bem menor que na FIV Convencional. Na FIV Simplificada o custo dos medicamentos é aproximadamente R$2.500,00, já na Convencional gasta-se com medicamentos entre R$ 5.000,00 a R$ 9.000,00.

O monitoramento da ovulação é realizado por apenas 2 ou 3 ultrassonografias transvaginais, dispensando os exames de sangue diários.

Na FIV SIMPLIFICADA a mulher, sem sérios problemas de ovulação, produz três a seis folículos, número suficiente para a obtenção de três a quatro embriões o que resulta em 40% de sucesso em cada tentativa de FIV, 10% de gestações gemelares e 1% de trigêmeos.

Pelas normativas do CFM, não é permitido transferir mais que quatro embriões. Embriões excedentes devem ser congelados, podendo ser transferidos posteriormente se a gestação falhar ou para obtenção de segunda gestação. A transferência de embriões a fresco ou congelados tem a mesma chance de sucesso. Embriões congelados podem ser mantidos indefinidamente, doados para outros casais ou após três anos utilizados em pesquisa de células tronco embrionárias ou descartados após 5 anos (caso permitido pelo casal). Não cobramos para congelar embriões, porém a manutenção tem custo mensal. O destino dos embriões sempre dependerá do consentimento dos casais. O congelamento de embriões acarreta custos e, às vezes, dilemas importantes. A FIV Simplificada evita a produção de embriões excedentes e seu consequente o congelamento.

O excesso de medicamentos pode levar ao hiperestímulo ovariano severo com riscos a saúde da mulher, além do desconforto de muitas injeções e dores abdominais.

A FIV Convencional estimula a ovulação visando produzir dez a vinte óvulos. Para que produzir tantos óvulos, se necessitamos apenas dois ou três embriões? Qual o destino dos óvulos não utilizados? Consideramos um exagero transferir três ou quatro embriões para uma mulher jovem ou pequena.

Quando os ovários respondem mal à indução da ovulação a elevação das doses dos medicamentos nem sempre melhora os resultados.

Se a Fiv Simplificada tem tantas vantagens, por que não é utilizada em todas as clínicas?

A FIV Simplificada foi desenvolvida durante os 25 anos de exaustivos trabalhos nesta área. Quando nasceu nosso primeiro bebê de proveta em 02 de maio de 1986 a técnica de FIV era complexa e a eficácia baixa, razão pela qual procurávamos obter o maior número de óvulos e embriões, visando melhorar os resultados. Os conhecimentos e os recursos evoluíram, tornando-se hoje extremamente fácil realizar FIV, com ótimos resultados necessitado apenas três a cinco óvulos, para obter dois a três bons embriões. Temos excelente índice de sucesso com a FIV simplificada (40% de gestações por tentativa, chegando a 50 ou 60% em mulheres jovens).

Muitos acreditam que um grande número de óvulos reflete em maior índice de sucesso, porém existem evidências que estimulação ovariana exagerada pode comprometer a qualidade dos óvulos, além de trazer desconforto e risco para as pacientes.

Princípios básicos necessários para a FIV Simplificada:

  • Constatar bom estado de saúde geral do casal, preocupar-se com o estado emocional e nutritivo.
  • Utilizar doses pequenas de medicamentos indutores da ovulação, e não utilizar inibidores da ovulação.
  • Evitar produção excessiva de folículos (mais que seis).
  • Realizar ultrassonografias quantas forem necessárias para definir o dia fértil.
  • Evitar excesso de anestésico na retirada dos óvulos. Não agredir os ovários com excesso de perfurações para retirada dos óvulos.
  • Rigor técnico e controle de qualidade do laboratório que promove a fertilização “in vitro”.
  • Utilizar a ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozóide) sempre que houver qualquer suspeita de dificuldade de fecundação.
  • Escolha criteriosa do melhor espermatozóide.
  • Evitar que poluição, gases anestésicos ou infecção hospitalar afete o tratamento.
  • Laser Assisted Hatching: abertura da cápsula dos embriões, com raio laser, para facilitar a implantação.
  • Cuidados especiais na transferência dos embriões, para o útero.
  • Repouso na cama pós a transferência dos embriões.
  • Medicamentos para facilitar a implantação dos embriões e evitar abortos.
  • Facilitar a comunicação com o médico.
  • Ajudar o casal a suportar as falhas do tratamento, transmitindo-lhe a esperança do sucesso mais breve possível.