Muitos casais desconhecem os mecanismos da reprodução, o que acaba dificultando a obtenção da gestação. Algumas vezes, a simples orientação sobre a relação sexual e o período fértil, ou a mudança em determinados hábitos de vida, ou ate a simples constatação de que está tudo bem são suficientes para provocar uma gestação espontânea.
Pode-se se restaurar a fertilidade com medicamentos para:
Consiste na seleção e concentração dos espermatozóides, colhidos por masturbação, introdução dos mesmos no fundo do útero no dia fértil da mulher. A ovulação geralmente é estimulada para aumentar o número de óvulos e melhorar a qualidade da ovulação. Ultra-sonografias indicam o dia para realizar a inseminação.
Pacientes que realizaram laqueadura ou ligadura tubárea com "amarrações", corte e retirada de até 50% das tubas podem recuperar sua fertilidade com uma cirurgia simples que associa a vídeo-laparoscopia com mini-laparotomia, isto é, pequeno corte no abdome de no máximo 5cm. A paciente recebe alta no mesmo dia, retorna às suas atividades habituais em menos de uma semana e já pode engravidar naturalmente em 30 dias. Os resultados são excelentes e os custos reduzidos comparados à cirurgia convencional (corte de 10 cm e hospitalização de dois a três dias com retorno ao trabalho em 30 dias).
Geralmente após os 45 anos de idade, a mulher perde a capacidade de produzir óvulos com qualidade suficientes para gerar o bebê.
Algumas mulheres acometidas por endometriose, ou cistos ovarianos podem ter seu estoque de óvulos esgotados precocemente. A menopausa precoce não é rara, e pode acontecer em qualquer idade.
Para as mulheres que não apresentam óvulos em seus ovários, o único tratamento disponível no momento é a doação de óvulos.
As doadoras de óvulos são mulheres também tentando engravidar que apresentam grande número de óvulos e se dispõem a doar para outras mulheres.
Elas devem ter menos que 35 anos, boa saúde, apresentar tipo sanguíneo e características semelhantes à receptora. Os ciclos menstruais da doadora e da receptora devem coincidir. A receptora não pode saber sobre a origem e a doadora sobre o destino dos óvulos.
A receptora toma medicamentos que preparam seu útero para receber o embrião originado do óvulo doado que foi fertilizado pelo espermatozóide do seu marido. O bebê é gerado no seu útero e tem a carga genética do marido e da doadora.
As pesquisas para se produzir óvulos através de outras células do organismo feminino, como por exemplo, as células-tronco estão evoluindo e pode ser que brevemente a ausência de óvulos seja uma barreira vencida na luta contra a esterilidade.
Espermatozóides:
Podem ser congelados e armazenados para futura utilização. Este procedimento é bastante eficiente e pode ser utilizado quando os espermatozóides são poucos, ou correm risco de acabarem, ou a coleta é difícil ou quando o marido não pode estar na clínica no dia necessário.
Embriões:
Nós transferimos 2, 3 ou no máximo 4 embriões. Se houver embriões excedentes estes serão congelados para futura utilização. Não existe prazo para utilização dos embriões congelados, porém estes apresentam a metade da chance de implantação e sobrevivência que um embrião não congelado.
Óvulos:
Já é viável o congelamento de óvulos para preservar a fertilidade da mulher. Isto estaria indicado para mulheres que seriam submetidas a tratamento de câncer no qual podem perder a fertilidade, ou a mulher que naturalmente podem perder a fertilidade com o avanço da idade. Os resultados das Fertilizações "In Vitro" com óvulos congelados ainda não apresentam índices satisfatórios, porém são muito animadores.